Chiang Mai / Chiang Rai - dia 3


No terceiro e último dia em Chiang Mai, reservamos um passeio particular para Ching Rai, que nos levaria a alguns templos e à tribo das mulheres girafa. Fizemos a reserva pelo hotel e achamos que valeu muito a pena. O preço por pessoa (éramos 4) foi o mesmo que pagaríamos para uma excursão aberta, com a vantagem que tivemos o motorista e a van só para a gente. Além disto, não precisávamos combinar o passeio com outros menos interessantes que são incluídos nos passeios feitos com grupos (fazenda de orquídeas, campo de elefantes, tigres, tríplice fronteira, etc)

O motorista nos deu o itinerário e o horário que deveríamos retornar, mas nós é que decidimos quanto tempo ficar em cada atração. A van estava brilhando de tão nova e o motorista, apesar de falar pouca coisa de inglês, foi muito solícito. Você quase morre do coração no caminho, mas isso é normal por lá - motoristas velozes e furiosos rsrsrs. Chiang Rai fica a 180 Km ao norte de Chiang Mai, em um trajeto de aproximadamente 2h30m. 

Olha a turma toda aí!!!!


Wat Rong Khun - White Temple

Nossa primeira parada foi no Wat Rong Khun, mais conhecido como White Temple. Este templo, que na verdade é uma construção moderna de um artista local, representa o céu e o inferno. 

Essa é minha tentativa de mostrar toda a beleza do Wat Rong Khun.

No terreno que abriga o Wat Rong Khun ainda há outros edifícios em em construção e a conclusão do complexo está prevista para 2070. Dentro do templo principal, e também pelo jardim, há esculturas e pinturas símbolos que remetem ao mundo ocidental (que representariam o inferno) como HellBoy, Predador, Simpsons, Osama Bin Laden e George W. Bush - bizarro, mas engraçado.

Céu x Inferno

Black House Museum

A segunda parada foi no Black House Museum. Chegamos lá e o museu estava fechado, para o horário de almoço. Então aproveitamos o tempo de espera para almoçar. Comemos uma comidinha simples, mas muito saborosa, em um café que fica exatamente ao lado do museu.

O Black House Museum é de propriedade de outro artista plástico, Thawan Duchanee, que tem uma impressionante coleção de peles, ossos, dentes de uma grande variedade de animais. Em seu interior, os móveis, esculturas e restos de animais são cuidadosamente arranjados, passando uma sensação de se estar em meio a uma tribo. O museu fica em um terreno bem grande e assim como o White Templo, abriga diversos edifícios.



 Tribo Mulheres Girafa


A terceira e última parada antes de retornarmos a Chiang Mais, foi num acampamento de refugiados, que abriga pessoas de várias etnias, entre elas a das mulheres Girafa. Estas pessoas vieram de Miamar, antiga Birmânia, fugindo de conflitos e se refugiaram na Tailândia. 


Em casas feitas de palha, enfileiradas numa vila, mulheres sorridentes, algumas jovens, outras velhas, exibem peças de artesanato ou trabalham em máquinas de tear. Não vi muito homens por lá, possivelmente porque estavam trabalhando. As mulheres ficam em casa, cuidando das crianças e fazendo artesanato que é vendido aos turistas. Eu mesma comprei várias coisas, entre elas uma echarpe linda, que usei AQUI


O nome correto é  mulheres Kayan ou Padaung (nome da tribo), mas são conhecidas como mulheres girafa por causa das argolas usadas no pescoço. Não se sabe ao certo o motivo do uso destas argolas, mas existem lendas que contam que seria para proteger dos ataques de tigres. 



Vi alguns comentários de pessoas que foram e não gostaram porque acharam deprimente e se sentiram em um zoológico humano. Mas na minha visão, além de achar o passeio super interessante ainda me senti realmente ajudando estas pessoas, pois é com a renda do turismo que elas sobrevivem. 

A Tailândia não segue os regulamentos da ONU para refugiados. O povo Karen é proibido de sair das áreas demarcadas pelo governo, não pode trabalhar e tem pouco ou nenhum acesso à escola. Por isso o turismo é muito importante. Lá eu vi mulheres sorridente, felizes de estarem recebendo os turistas.


Tribos da vila que visitamos:







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