África do Sul - Rota Jardim


No quinto dia de viagem pela África do Sul, botamos o pé na estrada rumo à Cidade do Cabo. Foram três dias de muitas aventuras e paisagens incríveis.  A N2 é uma estrada muito boa e nos sentimos muitos seguros nela. Em alguns trechos entramos na R102 e outras estradas vicinais, que estavam em condições um pouco piores, mas nada que atrapalhasse o ritmo da viagem.

Dia 1


No primeiro dia na estrada, percorremos aproximadamente 183Km, entre a cidade de Porto Elizabeth e o Tsisikamma National Park. Sendo que no caminho paramos para conhecer a famosa praia de Jeffreys Bay. Foi nessa praia que, em julho de 2015, o surfista Mick Fanning quase foi mordido por um tubarão, em pleno campeonato mundial de surf (notícia aqui). Como a praia é linda e já era famosa antes desse fato, era um dos pontos de parada obrigatórios ao longo da rota. 

E não é que tinha um monte de surfista corajoso por lá. O povo nem liga para essa história de tubarão. 


Ao longo da estrada, fomos encontrando paisagens lindas. Sempre que dava vontade, parávamos para dar uma olhada e tirar umas fotos.

Nossa meta, nesse dia, era conhecer o Tsisikamma National Park e depois seguir Plettemberg, para passar a noite por lá. Porém, quando chegamos ao parque e descobrimos que nele havia hospedagem disponível, em chalés super fofos, resolvemos passar a noite no parque. Foi uma decisão ótima. 


Café da manhã com vista
Dessa forma pudemos aproveitar bastante o parque, sem pressa, e ver  paisagens incríveis. A parte do parque em que dormimos, foi no Storms River Mouth. Esta parte do parque é muito famosa por suas pontes pênseis, que estão construídas bem no local onde o Rio Storms encontra o mar.O parque é realmente incrível e conta com uma ótima infraestrutura de hospedagem, com chalés de vários tamanhos, que comportam de 2 a 6 pessoas.  Os chalés contam com a mesma infraestrutura de um hotel: sabonete, toalha e roupas de cama. Eles também são equipados com cafeteira, fogão, geladeira, churrasqueira e utensílios de cozinha.


Visita ilustre na porta do chalé - esse é para 2 pessoas




Caso sua intenção não seja cozinhar, o parque conta também com uma loja de conveniência e um restaurante muito bom, onde são servidas todas as refeições. É possível fazer várias atividades no parque: trekking, canoagem e caminhadas com vários níveis de dificuldade. Há diversas trilhas a serem percorridas, onde você poderá ver animais silvestres, cachoeiras e lindas paisagens. Na entrada do parque você pode pegar um mapa que vai mostrar todas as opções de passeio e acomodação disponíveis.

Dia 2

No dia seguinte, nos despedimos do Tsitsikamma e seguimos na direção de Knysna, passando por Plettenberg e pelo maior Bungee Jump do mundo.




Nossa primeira parada, no segundo dia de viagem foi para conhecer o Face Adrenalin, conhecido como o maior bungee jump do mundo. Realmente é uma coisa inacreditável a altura desse bungee jump. Eu só tive coragem de olhar e tirar fotos, mas tinha muita gente pulando. Durante o tempo que ficamos lá, não ficou um minuto sem que houvesse um corajoso saltando. 



A base da empresa é em terra firme, em um local com vista privilegiada da  Bloukrans River Bridge, onde são realizados os saltos. O salto é feito pela parte inferior da ponte, sobre o vale do Rio Bloukrans. Só pode ir até o local do salto, quem realmente vai pular. Se quando você for saltar, você quiser a presença de um acompanhante no local, ele também terá que pagar uma taxa. Acho que essa medida é para manter a segurança no local. O salto custa ZAR 890,00 (aproximadamente US$ 60,00 ou R$ 220,00 - em Março de 2016), mas se você fizer a reserva online ele cai para ZAR 850,00

Antes de chegarmos a Plettenberg, ainda demos uma paradinha para conhecer o Nature's Valley que tem uma praia muito bonita, mas perigosa.

Ao chegarmos a Plettenberg, praticamente passamos direto pela cidade e fomos direto até a Reserva de Robberg. Desta parte da viagem para frente, já é possível ver sinais de que estamos em um país com problemas de segurança. Até aqui achamos todos os lugares muito tranquilos e seguros. Mas em Plettenberg já é possível perceber o aumento da segurança nas residências, que possuem muros altos e grades. A cidade nos pareceu bonita e com muitas opções de comércio interessantes, mas como nosso tempo era curto optamos por conhecer e partir. Mas para muitos viajantes este é um dos locais de parada e pernoite. 

A Reserva Robberg é um lugar lindíssimo, com várias trilhas a serem percorridas. O grau de dificuldade das trilhas é bem maior que a que encontramos no Tsitsikamma, em alguns trechos é preciso, inclusive, fazer pequenas escaladas pelas rochas. Aqui foi possível perceber a tão falada semelhança entre o litoral da África do Sul e o litoral do Rio de Janeiro. Apesar da vegetação não ser muito semelhante, a paisagem cheia de rochas banhadas pelo mar, realmente lembra o Rio. 

Mortos de tanto caminhar, deixamos Plettenberg e fomos até Knysna para almoçar. Encontramos, no Tripadvisor, a indicação do East Head Café. Com a primeira colocação no ranking do site, o restaurante não deixou a desejar. A comida é ótima, o atendimento super cordial e o ambiente é muito agradável. Aproveitamos a vista linda do local, para esticarmos bastante o almoço, que já havia começado tarde, e descansar um pouco. 

Em princípio, a ideia era encontrar um hotel para passarmos a noite em Knysna, porém, queríamos fazer o mergulho com os tubarões brancos em Mossel Bay. Como teríamos que estar lá bem cedo, achamos melhor seguir um pouco mais. Dessa forma entramos no Booking e encontramos a Melkhoutkloof Guest House em Glentana Beach. Foi a melhor coisa que fizemos. A hospedagem fica em um bairro residencial, um pouco afastado do centro de Mossel Bay e por isso é ideal para quem está de carro. Os donos foram muito simpáticos e nos ajudaram muito na reserva do passeio. Aliás esta é uma dica que preciso dar. O passeio com os tubarões tem um número limitado de lugares, por isso o ideal é reservar com antecedência. Nós só conseguimos vaga, graças a uma desistência e ao empenho do dono da pousada.


E neste segundo dia, ainda deu tempo de ver o pôr do sol em Glentana Beach, antes de sentarmos para jantar no restaurante Visgraat, que fica bem em frente à praia.


Dia 3

Começamos nosso dia com um café da manhã super caprichado e seguimos para o mergulho com tubarões.


Fizemos o mergulho com a empresa White Shark Africa, que fica no centro de Mossel Bay. Eles oferecem dois passeios diários a um custo de ZAR 1550,00 por pessoa (aproximadamente US$ 110,00 ou R$ 400,00 - Março de 2016). Neste valor, além do passeio, está incluído um lanche e o empréstimo de toalhas. O passeio pode durar de 2 a 4 horas. O nosso durou duas horas e meia, pois os tubarões apareceram bem rápido e algumas pessoas que estavam no barco foram só como acompanhantes e não quiseram mergulhar. 

O percurso do porto ao local onde é possível encontrar os tubarões não é longo, de 15 a 20 minutos. Quando o barco chega ao local apropriado, uma gaiola é lançada ao mar e presa na lateral do barco. Neste momento a tripulação começa a preparar as iscas que vão atrair o s bichinhos. Enquanto isso, todo mundo vestiu as roupas de neoprene e as máscaras e ficou aguardando o comando para entrar na gaiola. A gaiola comportava até seis pessoas por vez, mas entramos de 4 em 4 pessoas. 


Você entra na gaiola e fica aguardando a chegada do tubarão. Sempre que um se aproxima, atraído pela isca jogada pelo tripulante, há um alerta para que mergulhássemos. É muito legal!!! Os tubarões são simplesmente lindos. A água é super gelada, por isso, antes mesmo de acabar o tempo destinado a cada turma, as pessoas já vão pedindo para sair. A notícia boa é que ver os tubarões de dentro do barco é tão legal quanto vê-los por baixo da água, então o passeio não fica chato em momento algum.



Há tubarões brancos em toda a costa sul da África. Ao longo da Rota Jardim é possível fazer o mergulho em Mossel Bay, Gansbaai e Hermanus. Escolhemos Mossel Bay porque estava no nosso caminho e porque conseguimos vaga no passeio de lá. 


Voltamos do mergulho e resolvemos que estava bom de Rota Jardim. Então pegamos o carro e percorremos o restante do caminho, sem paradas, até Stellenbosch. 


E assim terminou nossa aventura na Rota Jardim. O próximo post será sobre as vinícolas de Stellenbosch.

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