Dubai

Passei por Dubai no meu caminho de volta da Tailândia para o Brasil. Nós chegamos à cidade por volta das 4:30 da manhã do dia 06/03 e ficamos até a manhã do dia 08/03. Dessa forma, tivemos dois dias inteiros para curtir a cidade. Não é muita coisa, mas deu para conhecer os principais pontos turísticos e ainda quebrar um pouco da longa viagem entre o Brasil e a Tailândia.


Dubai é um lugar caro de se visitar, principalmente se você como eu, para por lá na volta da viagem para um país tão barato como a Tailândia. Os gastos começam logo na preparação da viagem, já que o país exige visto de entrada para Brasileiros. 

O Visto

Como estávamos viajando pela empresa aérea Emirates, solicitamos o nosso visto por meio do serviço disponível no site deles. Achei muito fácil e simples. É só seguir o passo a passo que está aqui.

O Hotel
Já com o visto e as passagens na mão, é hora de reservar o hotel. Nós ficamos no Auris Plaza, na região de Al Barsha. 
 

Achar um hotel em Dubai, não foi tarefa fácil. A tentação de gastar muuuito e ficar num hotel maravilhoso é grande, pois Dubai tem hotéis incríveis. Mas como íamos ficar apenas dois dias na cidade, e com certeza gastaríamos a maior parte desse dia perambulando pela cidade, preferi ficar em um hotel menos badalado. Mas dói no coração rsrsrs, porque a cidade tem hotéis que são uma atração à parte.

Resolvido que não valia a pena, dessa vez, ficar em um mega hotel, foi hora de buscar um hotel que tivesse boa localização e bom preço. Foi assim que encontramos o Auris Plaza. Como mencionei, ele fica em de Al Barsha, que é uma área mais residencial. O hotel é bem ao lado do Mall of the Emirates, um shopping enorme que abriga a Ski Dubai, uma pista de esqui coberta. Eu nem fui conhecer, pois como falei só ficamos por dois dias, mas se vai ficar por mais tempo e gosta de esquiar, vale a pena dar uma olhada. Além de ter várias lojas interessantes, o Mall of Emirates dá acesso a estação de metrô mais próxima do hotel.


Pagamos uma diária de U$ 160,00 com café da manhã. Aliás, o café da manhã do hotel é simplesmente maravilhoso. Muitas opções ocidentais, mas, para mim, o ponto alto foi o menu de comida árabe, que eu amo. Gostei muito do hotel e recomendo demais, principalmente para quem quer ficar bem hospedado, sem gastar uma fortuna. 

Dia 1
  
O hotel oferece um serviço de transporte até a região de Jumeirah Beach Residence, mais conhecida como JBR. É uma região com uma praia muito bonita, cercada por um calçadão com muitas opção de compra e gastronomia. Então foi isso que fizemos no nosso primeiro dia. Fomos caminhar na orla do JBR e ver as lindas paisagens da cidade. Apesar de ter várias opções de restaurantes, não resisti e resolvi almoçar no no Shake Shake, uma lanchonete americana que serve um hamburguer que, para mim, é dos melhores do mundo. 


Com a barriga cheia, resolvemos ir até o Burj Al Arab, hotel em forma de barco que é uma das atrações de Dubai. Fomos caminhando pela orla, mas no meio do caminho descobrimos que ele estava muito mais longe do que parecia. Como a cidade é muito plana, você tem a ilusão de que tudo é logo ali, mas as distâncias são enormes. Então, pegamos um taxi e fomos até o Souk Madinat Jumeirah. De lá dá para apreciar o Burj Al Arab bem de perto. 'Souk' significa 'mercado', e o Souk Madinat Jumeirah é exatamente isso, uma cópia dos mercados tradicionais encontrados nos Emirados Árabes. Porém, ele foi construído dentro de um complexo luxuoso, que abriga lojas, restaurantes e hotel. Lá você vai encontrar produtos variados que vão desde incenso, narguilês, tecidos de luxo, artigos para casa, etc. E o melhor de tudo, é que de lá é possível admirar o Burj Al Arab de vários ângulos. Aproveitamos para sentar em um dos vários cafés e apreciar a vista.
dentro do Souk

Saindo do complexo do hotel Madinat Jumeirah, resolvemos ir até a praia que fica bem ao lado do Burj Al Arab para tirarmos mais umas fotos e ver o hotel mais de perto. Ele é realmente de impressionar. Para quem vai ficar em Dubai por mais tempo, vale reservar um almoço, jantar ou brunch em um de seus restaurantes. Pois para conhecê-lo por dentro, precisa ter uma reserva ou pagar uma diária a partir de U$2.000,00.
 

Depois disso, pegamos outro taxi e voltamos para o nosso hotel, pois havíamos comprado o Safári no Deserto e o motorista iria nos buscar por volta das 15h.



 Safari no Deserto

Quando estávamos programando nossa parada em Dubai, e procurando por coisas interessantes na cidade, o Safari no Deserto foi um dos programas mais recomendados. Assim pegamos algumas indicações com amigos, que já havia visitado Dubai, e fizemos ainda no Brasil a reserva para o passeio. Muitas empresas oferecem  esse passeio, que vai das 15h às 21h. Nós contratamos a Desert Safari Dubai. A reserva foi feita por e-mail ainda do Brasil e o pagamento foi feito em dinheiro, no dia do passeio. O valor do passeio é AED 1100 (aproximadamente US$ 300 - em um landcruise que cabe até 6 pessoas) ou você pode optar por compartilhar o carro com outras pessoas e pagar AED 185  por pessoa (aproximadamente US$ 50). Eu e o meu marido fomos em um carro compartilhado com mais dois casais e achei muito bom.


O motorista, depois de pegar todos os passageiros, segue para uma região fora de Dubai. Já dentro do deserto, os carros vão em comboios, geralmente todos os carros de uma determinada empresa vão em fila indiana. Os motoristas sobem e descem as dunas fazendo manobras e derrapagens, para deixar a experiência mais emocionante. É legal, mas nada aterrorizante, pelo menos para mim, rsrsrs. Tinha uma Austríaca no meu carro que tava dando piti de medo. Mas para quem já andou de buggy em Natal, esse passeio é fichinha. Eles também fazem algumas paradas estratégicas para fotos. A combinação de fim de tarde com as areias escuras do deserto é muito linda. E para não falar que tudo são flores, vou contar aqui que achei que alguns trecho por que passamos, estavam bem sujos. E a culpa é nossa mesmo, os turistas, então fica a dica: Não jogue sua garrafinha de água vazia pela janela. Mas não chega ser nada que estrague o visual, apesar de ter umas sujeirinhas aqui e ali.


Como o passeio é feito já no fim da tarde, você vai ter a oportunidade de ver o pôr do sol em meio às dunas do deserto. O visual é incrível.

Comboio de carros

Enquanto a tarde vai se pondo, os carros rumam para o acampamento, onde é servido o jantar, acompanhado de algumas apresentações de dança.



Você é instalado em mesas coletivas, de acordo com o carro que ocupava. Como sentamos todos na mesma mesa, descobrimos que os casais do nosso carro eram pai, mãe, filho e nora. Esse arranjo das mesas ajuda a promover a integração das pessoas, que no sacolejar do carro é quase é impossível. O jantar tem menu local e eu achei tudo muito gostoso. As bebidas não alcoólicas estão incluídas a vontade, mas se quiser beber um vinho é só solicitar e pagar no final. 


Durante o jantar houve a apresentação de dois dançarinos. Um estava com roupas iluminadas e girava loucamente, muito legal. A segunda apresentação foi de uma dançarina do ventre. Achei muito engraçado, porque ela dança com uma roupa bem decotada, mas depois a encontrei na saída e ela estava usando uma roupa, que não chegava a ser uma burca, mas era daquelas pretas com lenço que tampa a boca e tudo, muito comum por lá. Outra coisa muito divertida foi ver um grupo de indianos gritando loucamente enquanto ela dançava - claro que as esposas não estavam junto rsrsrs.


E assim terminou nosso primeiro dia em Dubai. Depois do Jantar seguimos para o estacionamento para encontrar o nosso motorista que nos deixou exaustos, mas felizes, no hotel.

Dia 2

Nosso segundo dia na cidade, começou com um passeio ao centro da cidade. Confesso que fiquei na dúvida sobre ir até lá, pois havia lido em alguns blogs que essa parte da cidade era dispensável. Mas confesso que gostei muito de lá. Eu gosto de ver esse contraste entre tradicional e novo, acho que os lugares mais antigos mostram um muito da cultura e dos costumes do lugar. Mas realmente, comparando o centro com a grandiosidade das áreas mais nobres de Dubai, ele fica meio sem graça.


Nossa primeira parada, foi no Dubai Museum. Para chegar até ele, usamos o metrô, que apesar de não cobrir uma grande área da cidade, é suficiente para conhecer os principais pontos turísticos. Descemos na estação Al Fahidi e fizemos mais uma pequena caminhada. Caso queira saber um pouco mais sobre o metrô, acesse este post do blog Meus Roteiros de Viagem, ele tem informações bem completas.


O Dubai Museum mostra como era a antiga Dubai, antes da chegada do petróleo, e sua evolução até chegar ao que é hoje. Lá, é possível ver também uma recriação dos antigos Souks com bonecos em tamanho real. Depois de visitar o museu, passeamos pelas lojinhas no caminho entre o museu e o barco que faz a travessia do rio. Antes de atravessarmos para o outro lado da margem, sentamos em um dos cafés para apreciar um pouco da vista e descansar.


A travessia é feita em um barquinho que tem um banco no meio e custa bem baratinho 1 dirham (aproximadamente R$1,00). Além de ser o jeito mais rápido de passar de um lado a outro do Dubai Creek, ainda proporciona uma vista linda da cidade.

Já na outra margem, seguimos para o mercado de especiarias, ou Spice Souk. Lá, você vai encontrar uma quantidade enorme de temperos e souveniers. Apesar de achar muito interessante, não me pareceu um lugar realmente frequentado pelos locais, mas apenas por turistas. Durante todo o nosso passeio, ficaram nos oferecendo produtos falsificados que ficavam logo ali atrás da loja. Não fui ver e não recomendo, certamente você vai entrar numa fria. Também não fiz compras no mercado, porque achei os preços bem caros. A única coisa que comprei por lá foi um chá de maça da marca Hazer Baba, que é dos deuses. Conheci em minha viagem que fiz pela Turquia, e amei. Mesmo assim, compramos em uma loja fora do mercado, porque estava muito mais barato.


Saindo do Spice Souk, fomos até o Gold Souk, ou mercado do Ouro. Esse sim, muito mais interessante. O mercado é totalmente dedicado à venda de ouro e jóias, lá você vai ver várias vitrines mostrando jóias opulentas e extravagantes. As joias tradicionais de Dubai são feitas com uma liga de ouro de 21K, por isso são mais amareladas, mas como o local é muito frequentado por turistas do mundo todo, é possível encontrar muita coisa em 18K. Caso queira saber mais sobre as ligas de ouro e suas cores leia este e este artigos. O interessante é que em Dubai o governo mantém um controle severo sobre a qualidade do ouro. Por isso pode confiar e comprar sem medo.

Como eu estava fazendo 15 anos de casada, meu marido estava olhando um anel solitário aqui no Brasil, para ser o meu presente de casamento. E lá, nós encontramos joias de melhor qualidade e com preços muito melhores que as que vimos por aqui. Comprei a minha na Damas Jewellery do Souk, mas ela possui lojas na maioria dos shoppings de Dubai. E o melhor é que eles ajustaram o anel ao meu dedo na hora. Se encontrar algo interessante e ficar com dúvida sobre a loja, faça uma pequena pesquisa na internet. Foi o que eu fiz. Fazendo a pesquisa, descobri que a joalheria Damas foi a escolhida como parceira da Tiffanys para entrar no mercado de Dubai. Mais confiável que isso impossível. E repito, meu anel, com as mesmas especificações, foi comprado por um preço 3 vezes menor que o que eu pesquisei na HStern do Brasil, vale a pena.

Já feliz da vida, com meu anelzinho no dedo, pegamos novamente o metro e fomos até o Burj Khalifa. Considerado o prédio mais alto do mundo, sua estrutura foi inspirada numa flor de lírio-aranha se abrindo. O complexo do Burj Khalifa é composto por hotel, apartamentos residenciais e um shopping (Dubai Mall). Nossa intensão era subir até o observatório que fica no 124 andar do prédio. Saiba tudo sobre ticket e valores neste site. A dica que eu dou é que você compre os tickets pela internet, pois além de garantir o seu lugar, vai pegar filas menores e ainda pagar bem menos do que se deixar para comprar na hora. Os ingresso são comprados com hora marcada, para maior controle da quantidade de turistas no local.


Os ingressos para o prime time (das 17h30 às 19h) são mais caros, pois é nesse horário que começam a funcionar as fontes, que ficam no pé do edifício. Foi esse ticket que eu comprei, então pudemos apreciar as fontes do alto do Burj Khalifa. Uma informação importante, para quem pretende fazer esse passeio, é que, na maior parte das vezes, você não terá uma vista panorâmica completa de Dubai. Isso porque a região tem muitas tempestades de areia, que deixam o horizonte bem esfumaçado. Então o alcance da vista fica limitado - dá para ver pelas minhas fotos, e olha que o dia que subimos o céu estava completamente azul. Mas isso não é nada que tire o valor da experiência. Na minha opinião, vale muito subir e ver Dubai do alto, mesmo que você não veja toda Dubai.



Depois de visitar o observatório, descemos para ver as Fontes de Dubai. Elas fazem um espetáculo de luz e som, como acontece com as fontes do Hotel Bellagio, em Las Vegas. Só que o número de pessoas assistindo é infinitamente maior. Então procure um lugar no meio da multidão e aproveite a vista. Caso queira uma experiência mais exclusiva, há alguns restaurantes que oferecem uma vista privilegiada do espetáculo, como o Carluccio´s e o Bice Mare


 
O espetáculo é gratuito e vai se repetindo a cada 5 minutos, por isso depois de assistir umas três vezes fomos passear um pouco pelo shopping, que é o maior do mundo e ainda oferece outras atrações, como um aquário gigante. 

O shopping, além de enorme, é muito bonito. Caso queira conhecer cada detalhe, aconselho vir várias vezes ou reservar um dia inteiro para ele. Eu só vi um pedaço e saí de lá com as pernas doendo. Aproveitamos também o passeio pelo shopping para comer alguma coisa antes de voltar para o hotel. Escolhemos um restaurante italiano bem bonitinho chamado Al Forno.


E assim terminou nossa viagem a Dubai. No dia seguinte bem cedo, pegamos nosso vôo de volta para o Brasil. 

Só mais uma informação antes de ir embora. Nossos traslados Aeroporto - Hotel - Aeroporto foram feitos de taxi. Os preços de taxis em Dubai são razoáveis, por isso acabamos optando por esse meio de transporte em muitos de nossos deslocamentos.



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