Roteiro 4 dias em Mendoza



Quando Ir

Quando resolvemos programar nossa viagem para Mendoza, já sabíamos que o período entre janeiro e março era o melhor, pois essa é a época em que as parreiras estão cheias de uvas e o visual das vinícolas é o mais lindo de todos.
Por isso, esse também é um período mais caro para a viagem. Mas acreditem, já visitei vinícolas antes e após a colheita e ver as parreiras cheias de cachos lindos faz toda a diferença.
Então esse foi o período escolhido para nossa viagem. Viajamos em março, aproveitando a semana do Carnaval Brasileiro. Nossa viagem também coincidiu com a festa da Vindima e com o feriado de carnaval na Argentina. Pois é, eles também têm carnaval, mas é só o feriado religioso, não tem nada a ver com o nosso. Então se você está querendo correr da bagunça de carnaval, não se preocupe, pois você não vai ver nenhuma banda pelas ruas e não vai ver pessoas fantasiadas. Mas o comércio local fecha durante esses dias e a cidade fica bem parada, com um trânsito ótimo, enquanto a maioria das vinícolas abre normalmente.




Como Chegar

Chegar a Mendoza não é uma tarefa fácil, principalmente se você não mora no Rio ou em SP, como eu. Todos os voos saindo de BH tinham conexões longas e preços exorbitantes. Pesquisei muito até achar um voo decente e com um preço razoável. Acabamos optando por viajar de LATAM, pois a empresa tem um voo que sai de SP direto para Mendoza. Mas reparem que tive que sair de BH num voo das 04:05 da manhã, ou seja, tivemos que sair de casa às 02:00. Haja sono acumulado!! O voo da volta teve mais conexões e por isso foi bem mais longo. Então, a não ser que você more no Rio ou SP, vai ter que enfrentar conexões e esperas.


Roteiro Mendoza
Bodega Zuccardi


Itinerário

IDA
Domingo
03 de março 
04:05 
Belo Horizonte (CNF)
05:25 
São Paulo (GRU)
LA3334
Operado por LATAM Airlines Brasil

08:45 
São Paulo (GRU)
12:45 
Mendoza (MDZ)
LA8140
Operado por LATAM Airlines Brasil
VOLTA
Sexta-feira
 08 de março 
10:35 
Mendoza (MDZ)
11:35 
Santiago do Chile (SCL)
LA431
Operado por LATAM Airlines Group

15:05
Santiago do Chile (SCL)
19:35 
Guarulhos (GRU)
LA8069
Operado por LATAM Airlines Brasil

21:30 
Guarulhos (GRU)
22:45 
Belo Horizonte (CNF)
LA3648
Operado por LATAM Airlines Brasil




A melhor forma de escolher seu voo é ficar de olho em descontos e promoções. Uma ótima maneira de ficar por dentro dos voos é colocar um alerta de preço no Google Flights e ficar monitorando. Outras boas fontes de informação são os sites Melhores Destinos e Passagens Imperdíveis, que te mandam alertas de promoções das companhias aéreas.


Onde se Hospedar

Há duas opções de hospedagem em Mendoza, ficar na cidade ou procurar um hotel na região das vinícolas. Na minha opinião, as duas opções têm suas vantagens, vai depender muito do que você está procurando.
Como essa era a primeira viagem que fazíamos para a região, optamos por ficar na cidade e aproveitar as boas opções gastronômicas que ela oferece. Outra coisa que nos fez optar pela cidade de Mendoza foi que queríamos visitar todas as três regiões de vinhos e achamos que ficando na cidade seria um ponto de partida mais central.
O valor das acomodações também pesou na nossa escolha. Já que as acomodações em vinícolas são bem mais caras, se comparadas com o mesmo padrão dos hotéis de Mendoza.
Nossa hospedagem foi no Mod Hotels Mendoza.


Achei o quarto espaçoso e o café da manhã estilo buffet, bem farto. Esse hotel tem um bom custo benefício entre aos hotéis de luxo da cidade. O hotel conta com piscina, uma pequena academia, hidromassagem e sauna (que deve ser agendada). A localização é boa, mas não é ótima. Pegamos taxi à noite para ir jantar, pois a maioria dos restaurantes ficam próximos à Avenida M. Belgrano que fica a umas 10 quadras do hotel. O preço médio dos deslocamentos foi de 80 Pesos (160 pesos ida e volta). 


Quantos Dias Ficar

A maioria dos blogs de viagem aconselham de 3 a 4 dias. Ficamos 4 dias e meio na cidade e achamos que foi suficiente. Conte um dia para a ida e um para a volta, mas depende muito de onde você vive. Nossa viagem foi de 6 dias contando ida e volta.



Dicas de Mendoza
Vista da Cordilheira

Como Circular

Há várias formas de visitar as vinícolas. A escolha vai depender do seu roteiro e do valor que você quer pagar. 

      1.Aluguel de Carro 

É sempre nossa opção preferida, mas não dá para beber e dirigir, então essa não é a melhor opção lá em Mendoza. Além da nossa consciência e responsabilidade temos que levar em conta as barreiras policiais nas estradas. Paramos em pelo menos uma por dia. Fica a dica.

       2. Motorista

Essa foi nossa escolha e achamos que valeu muito a pena. É um pouco cara e os valores são cobrados em dólar, mas é muito seguro e cômodo. Entramos em contato com o Ariel (+54 9 261 517-99414) da empresa Zona Malbec, que foi muito solícito e respondeu muito rapidamente nossas mensagens. Gostamos muito do trabalho deles. Quem nos levou aos passeios foi o Nigel, outro sócio da empresa, juntamente com a Aída que serviu como guia. Eles podem, inclusive, te ajudar a escolher as melhores vinícolas e fazer as reservas. Quando os contratei, já havia feito todas as reservas, então acabei não usando esse serviço que ele oferece. Pagamos uma média de U$163,00 por dia. Mas os preços dependem da distância que ele vai ter que percorrer.

      3.Ônibus de Linha

Quem quer uma opção econômica, há alguns ônibus cidade que chegam até a região das vinícolas. Para usar os ônibus locais você terá que comprar um cartão e carregá-lo com créditos. O pessoal dos hotéis pode ajudar a informar quais ônibus pegar para as vinícolas. O problema com o ônibus é que a maioria dos passeios de degustação tem horários pré-definidos, então fique atento a isso e tente marcar suas degustações para horários intermediários. A região das vinícolas fica a pelo menos 30 minutos de carro, então leve isso em consideração na hora de marcar as visitas.

      4.Bicicleta

Algumas empresas oferecem passeios de bicicleta às vinícolas com degustação. Íamos fazer esse passeio no nosso segundo dia, mas acabamos optando por ir à Alta Montanha. Precisávamos dar um tempo de beber vinho rsrsrs.

      5.Taxis e Remis

Os taxis não são meu meio de transporte preferido, mas também são uma opção, caso você não tenha nada contra. Infelizmente, o Uber e similares ainda não são regulamentados por lá. Há o serviço, mas quando tentamos usar, não havia carros disponíveis. Usamos os taxis para circular dentro da cidade e não tivemos nenhum problema. Todos usaram o taxímetro normalmente. As corridas entre o hotel e os restaurantes deu em média 80 pesos, ou seja, 8 reais.
O Remis é um taxi, que você combina o preço antes. Ele funciona da mesma forma que o motorista.

      6.Tours em grupo e o Bus Vitivinícola

Para mim, essa é a pior opção, só fiz o passeio da Alta montanha assim, porque não tivemos escola (explico melhor mais a frente). As vantagens são a comodidade de comprar um tour fechado e, para os mais sociáveis, a chance de conhecer pessoas na viagem. Há várias empresas oferecendo esse serviço e você pode reservar tanto online como direto em Mendoza. O passeio que fiz com à Alta Montanha nós compramos no próprio hotel.
O Bus Vitivinícola é uma espécie de ônibus hop-on-hop-off que para em alguns vinícolas. Você precisa consultar o roteiro da empresa para ver se encaixa com as vinícolas que você quer conhecer. (ver informação no site)

Nosso Transporte

Como mencionei, nossa opção para fazer as visitas pelas vinícolas foi contratar um motorista particular. Combinamos 3 dias de passeios com ele. E deixamos um dia vago para decidir o que fazer no dia, pois achamos que quatro dias em vinícolas ia ser muito do mesmo. Todos os motoristas com os quais conversamos cobram o serviço em dólares, em dinheiro. O valor foi pago no final do último dia US$ 490,00. O carro era novo e muito confortável. O Nigel era nosso motorista e a Aida era a guia, que nos explicava tudo sobre Mendoza e as vinícolas que íamos visitar. Ela também entrava conosco na vinícola e providenciava tudo que fosse preciso. No nosso último dia, por exemplo, houve um acidente na estrada, o que nos atrasaria para a degustação. Foi a Aida que entrou em contato com a vinícola para avisar sobre o trânsito provocado pelo acidente e garantiu que não perdêssemos o passeio. Gostei muito deles e recomendo muito. Não é barato, mas o trabalho foi impecável.


Visita às Vinícolas

Você pode visitar as vinícolas por conta própria (que é o que fizemos, e recomendamos) ou contratar um tour. Quem pretende visitar as vinícolas por conta própria deve ficar atento aos horários de funcionamento, e sempre reservar a visita/degustação com antecedência (recomendo pelo menos dois meses de antecedência)
Fiz minhas reservas com antecedência e vou dizer que não consegui marcar a visita a algumas vinícolas que me foram recomendadas, pois já estavam com os passeios esgotados (Catena e Pulenta). Mas tudo vai depender da época do ano que você vai estar lá. 
Fiz tudo sozinha do Brasil, por e-mail. Todos os sites das vinícolas tem um endereço de e-mail para reservas e pode escrever tudo em português mesmo, que eles respondem. Se você for contratar um motorista/Guia ele também pode fazer as reservas para você. O pessoal do Zona Malbec faz isso. Eu, é porque sou “controlfreak” e fiz tudo por minha conta rsrsrs.
As Bodegas, como são conhecidas por lá, oferecem várias opções de passeio. Há degustação, colheita, picknic, almoço, passeio a cavalo, etc. Depende da bodega e da época do ano. As degustações também podem ser com as linhas básicas ou premium. Eu recomendo fazer tudo com a linha premium, pois a diferença de preço é pequena e você nunca mais vai pagar tão pouco para beber vinhos tão bons. Mas isso vai da sua escolha, é claro. O problema é que a sua boca vai acostumar com os vinhos bons e depois vai ser difícil voltar para os normais rsrs.

Quantas Vinícolas Visitar?

Essa é uma pergunta bem pessoal, e tudo depende do quanto você planeja, pode e consegue beber. Em geral, o ideal é visitar entre 2 ou 3 vinícolas por dia. Eu visitei apenas duas e achei perfeito. Fizemos tudo sem pressa, almoçamos em uma delas e pudemos curtir a vista e as paisagens tranquilamente. Conhecemos pessoas que acabavam de almoçar em um lugar lindo e falavam “Que pena, aqui é lindo, mas tenho que ir embora, porque estamos com outra degustação agendada”. Ou seja, iam a muitos lugares sem aproveitar muito cada um deles. Mas, como já repeti várias vezes, vai depender do que você quer. Como os almoços são mais carinhos, talvez, você ache que não valha a pena sentar para almoçar todos os dias e aí prefira fazer três degustações. Tudo depende do seu objetivo e orçamento. Minha opinião pessoal é que uma degustação e um almoço harmonizado foram o programa perfeito. Como no almoço a quantidade de vinho é quase ilimitada, diferente da degustação, a gente acaba saindo meio bebinho. Três seria demais. E ainda queríamos curtir os restaurantes da cidade à noite, então pegamos mais leve de dia. Mas se você for pular o almoço, ou não quiser sair para jantar à noite, talvez seja melhor fazer três degustações. Só lembre que as degustações têm horário pré-definido, então você tem horário para chegar, pense bem nisso na hora de marcar cada uma e veja quais as distâncias entre as vinícolas.

Meu Roteiro

  • Dia 1:  Chegada a Mendoza
                 Jantar: Restaurante 1884

  • Dia 2:  Degustação: Casa El Enemigo
                Almoço harmonizado: Bodega Santa Júlia da Família Zuccardi

  • Dia 3: Passeio: Alta Montanha
               Jantar: Anna Bistro

  • Dia 4:  Degustação Achaval Ferrer
                 Almoço: O. Fournier
                 Jantar: Azafran

  • Dia 5:  Degustação: Bodega Salentein
                 Almoço: La Azul 

  • Dia 6: Volta para o Brasil pela manhã


Detalhamento da Viagem

Dia 01 (03/03) – Domingo  

Não sou dessas de ficar descansando em viagem, gosto de conhecer tudo, mas confesso que sair de casa às 02 da manhã para pegar o voo me deixou bem cansada. Já havia previsto isso durante a programação das atividades, então deixei este meio dia mais light e o único programa pré-agendado foi um jantar no restaurante 1884 do Francis Mallmann. Fiz a reserva ainda no Brasil pelo site deles http://1884restaurante.com.ar/reserva/.
Então, chegamos a Mendonza por volta de 13h, fomos almoçar ali perto do hotel mesmo, num restaurante simplesinho na Rua Sarmiento. Depois voltamos para o hotel e ficamos morcegando na beirada da piscina.
À noite pegamos um taxi e fomos jantar num dos restaurantes mais bem recomendados da cidade, o 1884 de Francis Mallmann. Fizemos reserva para as 21h, então saímos do hotel por volta das 20h30, mas o taxista nos deixou no endereço errado. É que ninguém conhece o restaurante por esse nome, os taxistas não sabem nem as pessoas na rua, nem os funcionários de outros restaurantes. O ideal é dizer ao taxista que você vai ao restaurante que fica dentro da Escorihuella Gascón, para não correr o risco de acontecer o mesmo. Chegando lá descobrimos que o mesmo ocorreu com outras pessoas. Elas também pegaram taxistas que não conheciam o restaurante pelo nome 1884. E para piorar, o restaurante fica na Av. Belgrano e há duas avenidas com esse nome. Então fica a dica, mencione o nome da Bodega Escorihuella Gascón.



Outro problema é que chegando lá, mesmo tendo reserva, tivemos que aguardar mais de uma hora até a liberação da mesa. Foram todos muito simpáticos e serviram espumante (por conta da casa) enquanto aguardávamos, mas ninguém quer ficar aguardando mais de uma hora para comer, não é mesmo! E não foi só a gente, tinham vários outros clientes aguardando.
Fora as intempéries, o restaurante realmente vale a pena ser visitado. O lugar é lindo e a comida ótima. As mesas são organizadas em um pátio interno com plantas e luzes, que fazem uma atmosfera encantadora. A comida é muito saborosa e eles tem uma ótima seleção de vinhos. Não comemos entrada, apenas o couvert de pães e pasta servido pela casa. Minha escolha foi um cordeiro cozido por 7 ½ horas no vinho malbec e meu marido comeu um Ojo de Bife. (Pagamos 3631,10 pesos, o que equivale a 363,11 reais).


2º Dia (04/03) - segunda-feira

O motorista nos buscou no Hotel Mod as 08.50 hs e seguimos para Maipu. Nosso primeiro compromisso era uma degustação com visita guiada na Casa El Enemigo que começava às 09h30. Fizemos o tour pela vinícola, que é relativamente pequena, mas muito interessante. El Enemigo é um projeto pessoal de Alejandro Vigil, enólogo da Bodega Catena Zapata em parceria com Adrianna Catena, caçula de Nicolas Catena. 
Depois fomos levados a uma sala onde foram servidos 3 variedades de vinhos e um vinho premium extra. Achei todos os vinhos servidos muito bons. Além dos vinhos nos serviram um pouco de pão e azeite feitos na propriedade.



Os vinhos de Vigil para Catena sempre foram muito bem avaliados pela Wine Advocate, de Robert Parker. Seus produtos estão no topo da lista, com as melhores pontuações. Recentemente ele conquistou 100 pontos para dois vinhos da Argentina!Gran Enemigo Gualtallary Cabernet Franc Single Vineyard 2013 (de seu projeto pessoal – El Enemigo) e o Catena Zapata Adrianna Vineyard River Stones 2016.

Não provei nenhum dos dois, mas posso dizer que todos os vinhos que experimentei foram muito bons. Pagamos pela visita com degustação um valor de AR$ 535 = R$53,50 por pessoa.

Mais informações enviadas pela Bodega: Eles realizam visitas guiadas e degustações 9:30, 11:30, 15:30 ou 16:30 de segunda a sábado e aos domingos às 9:30 e 11:30. As degustações variam entre AR$ 395 a AR$ 1910, dependendo dos vinhos servidos. O restaurante está aberto de segunda a sábado ao meio-dia de 12 a 15:30 e tem um almoço composto por 3 etapas: variedade de caseiro pães, baguetes, focaccia, pão e garrafas de vinho tinto e api acompanhada por base de vegetais, picles, cremes, emulsões e molhos. Entradas, Pratos principais e Sobremesa. O custo do almoço é de AR$ 1200 por pessoa. Não inclui vinhos, mas há degustações de AR$ 395 a AR$ 1910 para acompanhar o almoço que detalho abaixo. (Eles são os mesmos que você pode escolher se você só visita e prova)
Expressão varietal autêntica:
Dois rótulos varietais $ 395
Três rótulos varietais $ 535
O trio inimigo: $ 665 Dois rótulos varietais e o Great Enemy Blend
Para as crianças, há um menu infantil que custa S $ 440.
Se marcar o almoço, estará incluída uma visita à vinícola que dura aproximadamente 30 minutos, o que pode ser feito antes ou depois do almoço, de acordo com a hora de chegada. Se quiser fazer isso antes, deve chegar às 11h20, às 11h50 ou às 12h20, caso contrário, podem fazê-lo depois do almoço.

Contatos da Bodega:
Telefone: +54 261 3411729 / + 54 9 261 215 5519 / +54 261 4139178


Antes de nossa parada para o almoço, fomos visitar a fábrica de azeite PasRai. Não tínhamos nada marcado com antecedência, o que não foi problema. O local é simples - uma pequena fábrica e uma loja - mas achei interessante aprender um pouco sobre a produção de azeite. Depois do vinho, este é um dos produtos mais importantes da região. Provamos vários azeites durante nossos almoços na cidade e eles realmente são de excelente qualidade.

De lá, fomos para o almoço que estava programado na Bodega Santa Júlia da Família Zuccardi Maipu - almoço as 13.00 hs. AR$2300

Como reservamos o almoço, tínhamos a degustação e visita incluídos. Escolhemos almoçar com calma e depois fazer a visitação. O restaurante deles é incrível. Um ambiente bem sofisticado, com ambientes envidraçados e integrados ao lindo jardim da propriedade. Escolhemos um menu simples com um prato único, entrada e sobremesa, harmonizados com os vinhos da Zuccardi Q.  

Após o almoço seguimos para a visita. O restaurante fica de um lado da estrada e a parte onde são feitos os vinhos, fica do outro. São ambientes bem distintos, já que a Bodega Santa Júlia é bem grande e os vinhos são feitos em um ambiente bem industrial. Foi a maior produção que visitamos. Então foi bem interessante ver em um mesmo dia o contraste da Bodega El Enemigo, bem pequena e focada em vinhos mais premium, e a Santa Júlia, bem mais industrial e com um volume de produção muito maior. A Bodega Santa Júlia tem vinhos de todos os tipos, dos mais baratos aos mais caros. A produção deles é enorme e seus vinhos são exportados para vários países. Gostei muito de conhecer a Bodega, mas confesso que os vinhos da degustação não foram os melhores. Eles colocam vinhos bem simples. Sentimos muito a diferença, já que anteriormente tínhamos feito a harmonização do almoço com vinhos de qualidade superior. Outra coisa interessante de ver foi, que dos vinhos servidos na degustação El Enemigo, ninguém desperdiçou nenhuma gota, enquanto os da Santa Júlia foram parar, quase em sua totalidade, no compartimento de descarte. Daí você mede a qualidade rsrs.

 
 

Mais informações passadas pela Bodega: Os horários de visita à vinícola Santa Julia são: 
De segunda a sábado, das 9h30 às 16h30, horário de encerramento: 18h
Domingos e feriados das 10:30 às 15:30 hs. Encerramento: 17:00
A duração aproximada é de 1 hora e 30 minutos, inclui um passeio pela adega e uma degustação de 5 vinhos. O custo da visita regular é de AR $ 150 por pessoa; Você também pode verificar se há degustações Premium caso esteja interessado. Para visitas regulares, não é necessário fazer uma reserva prévia.
Para almoços e programas especiais é necessária uma reserva que pode ser feita pelo site ou telefone
Esta vinícola tem um menu extenso de atividades que variam de apenas uma visita com degustação até piqueniques, almoços e outras atividades. Para quem viaja com crianças há uma programação específica para eles também. Entre em contato com a Área de Reservas pelo telefone +54 (261) 4410000 int. 139/141 ou e-mail reservas@familiazuccardi.com para conhecer toda a programação.

Pagamos pelo transporte do dia US$ 130


3 º Dia  (05/03) - terça-feira

No nosso terceiro dia, não programamos nenhuma visita a vinícolas e nem fizemos nenhuma programação prévia. Deixamos este dia livre para decidir o que fazer quando já estivéssemos em Mendoza. A ideia inicial era alugar uma bike e visitar as vinícolas pedalando. Mas ao chegar lá descobrimos que o negócio não era tão simples assim. A cidade de Mendoza é bem grande e para chegar às vinícolas há que se percorrer uma distância bem grande. Para fazer o passeio de bicicleta é necessário reservar com uma agência ou ir até a região das vinícolas de carro ou ônibus e aí partir de lá para o passeio. Como a previsão é que o dia amanhecesse chuvoso, acabamos abandonando essa ideia. No dia anterior, então, decidimos fazer o passeio até a Alta Montanha. Como nosso motorista não tinha mais disponibilidade e não encontrou nenhum outro colega que estivesse disponível, acabamos contratando o passeio com um agente de turismo que ficava no lobby do hotel. O Micro-ônibus de empresa Huentata nos buscou por volta das 7h30, mas só saímos de Mendoza às 9h, pois o ônibus ficou rodando a cidade para buscar outros passageiros. O consolo é que na volta fomos os primeiros a serem deixados no hotel. 
O passeio é bem longo pois o Parque Aconcágua fica a mais de 200 km de distância da cidade de Mendoza, quase na fronteira com o Chile. O tour faz o trajeto passando pelos principais pontos turísticos da Cordilheira dos Andes até a fronteira que separa a Argentina com o Chile, um passeio longo, mas com paisagens lindas.







O tour Alta Montanha passa pelos seguintes pontos turísticos:

  1. Represa de Potrerillos 
  2. Puente Del Inca 
  3. Parque Provincial Aconcágua 
  4. Cristo de Los Andes - Fronteira Argentina / Chile


Saindo da cidade de Mendoza, o micro-ônibus pegou a Ruta 7, uma estrada linda rodeada por uma paisagem exuberante. Esta estrada é a principal ligação entre Argentina e Chile.

A primeira parada foi na represa de Potrerillos, um lago artificial formado pelas águas do Rio Mendoza. Além de lindo, ele é responsável pelo abastecimento de água da região. A parada é rápida, só o tempo para tirar algumas fotos e apreciar um pouco a vista

A segunda parada do tour é na Puente Del Inca que é uma formação natural  incrível. 

A terceira parada é na entrada do Parque Aconcágua e, infelizmente, também foi bem rápida. Acredito que se você fizer o passeio com um motorista, ao invés de ir em um tour, você consiga fazer o trekking de 2km para chegar a Laguna Horcones, que é um lago com vista para o Aconcágua. Infelizmente, o tour acaba gastando mais tempo buscando passageiros e parando em pontos de banheiro e lanche, que nas atrações em si. Mas dá para tirar umas fotos bonitas do Aconcágua, mesmo à distância




A quarta e última atração é o alto da montanha que separa a Argentina e Chile e onde encontra-se o famoso Cristo De Los Andes. A subida é impressionante e o frio lá encima é enorme. Mas o visual é lindo. 

Antes de voltarmos para Mendoza, ainda fizemos uma parada para almoço já bem tarde. O local da refeição é bem simples, mas a comida estava saborosa. Chegamos a Mendoza por volta das 19 horas.

Desvantagens do Tour:

  • A demora em buscar todos os passageiros 1h30 minutos até todos estarem no micro-ônibus; 
  • As paradas demoradas para lanche e banheiro; 
  • Não entramos no parque Aconcágua, nem fizemos o trekking; 
  • O Micro-ônibus era um pouco lento. 
Vantagem do Tour:

  • Enquanto o motorista cobra US$ 190,00 (R$ 750,00) para levar ao Aconcágua, o tour custou apenas AR$ 2400,00 (R$ 240,00).
Mas para ter mais tempo nas atrações, eu teria pagado mais, mas infelizmente, como não reservamos com antecedência, não havia mais disponibilidade de motorista. Então achamos melhor ir no tour do que não ir. E quero deixar claro que a culpa não foi da empresa, pois as desvantagens referem-se a características de tour com muitas pessoas. O motorista e o guia da Huentata foram ótimos, mas realmente tour em grupo não é a minha praia.

A noite ainda tiramos forças para ir jantar no Anna Bistro, nossa reserva estava marcada para as 21h (annabistro@gmail.com). Este restaurante foi muito bem recomendado em blogs e por um casal que conhecemos no tour e que havia estado lá na noite anterior. Realmente o ambiente é muito agradável e o cardápio oferece boas opções. Mas achamos a comida sem graça. Meu peixe estava muito borrachento e o arroz um pouco duro demais. Meu marido também achou o prato dele mais ou menos. Pode ser que você dê mais sorte, mas dos restaurantes recomendados, foi o com a pior comida que comemos em Mendoza. A vantagem é que ele também é bem mais barato. Pagamos pelo jantar (AR$ 1160,00 – R$116,00). Não pedimos garrafa de vinho. Eu bebi apenas uma taça e meu marido bebeu uma cerveja artesanal muito boa. Aproveitamos para reduzir o álcool, pois os próximos dias seriam pesados nesse sentido.

4º Dia   - (06/03) - quarta-feira

No quarto dia, voltamos com o nosso motorista, que nos buscou às 08h45 para fazermos a visita com degustação na Bodega Achaval Ferreer. Essa vinícola fica localizada em Luján de Cuyo bem ao lado do Rio Mendoza. O lugar é lindo, com uma vista impressionante para a Cordilheira dos Andes. A bodega em si é pequena, mas muito charmosa. Agora os vinhos, meu Deus, simplesmente maravilhosos e caros, rsrsrs. 





O guia nos explicou que a bodega chega a descartar até 80% das uvas, dependendo do vinho que será produzido, para que os cachos remanescentes forneçam uma matéria prima de excelente qualidade. As uvas descartadas servem de fertilizante para as que virarão vinho no futuro.  Eles também não usam nenhum tipo de fertilizante. Fizemos degustação de quatro vinhos maravilhosos: Malbec, Finca Altamira, Finca Bela vista e Dolce (vinho de sobremesa) Nossa degustação começou às 09h30 e custou AR$ 800 para duas pessoas. Se você é amante de bons vinhos, tem que conhecer essa Bodega. Foram os melhores vinhos de toda a viagem. 

De lá seguimos para o Vale do Uco, para o nosso almoço na Bodega O. Fournier. O ideal seria irmos para outra bodega da região de Luján de Cuyo, mas queria muito conhecer O. Fournier, então contrariamos a lógica e pagamos mais caro pelo transporte nesse dia, para não perder essa oportunidade. E valeu muito a pena. Essa bodega fica localizada na região mais linda que visitamos em Mendoza. E a vista de seu restaurante é simplesmente deslumbrante. Antes do almoço percorremos as instalações e conhecemos sua produção. O. Fournier possui a maior cave da América do Sul e uma das maiores do Mundo. Sua arquitetura impressiona pela beleza e tamanho. Descobrimos que a bodega, que leva o nome de seu antigo dono espanhol, foi vendida para um grupo canadense. Por isso passa por grandes mudanças na administração e estrutura. O nome dos vinhos e o nome da bodega vão mudar, então provavelmente quando você estiver lendo esse post O. Fournier não vai mais existir com esse nome.
Após a visita, sem degustação, seguimos para nosso almoço harmonizado de 6 passos. Fizemos a harmonização com os vinhos premium, mas há a opção com os vinhos mais simples também. O almoço e os vinhos estavam ótimos, mas a grande atração do lugar é a beleza da arquitetura e da paisagem. Pagamos pelo almoço para duas pessoas AR$ 3000,00 – R$ 300,00


O valor do transporte para nosso dia foi US$ 190,00.

À noite, tínhamos uma reserva no restaurante Azafran. Mesmo sem fome nenhuma seguimos para o restaurante, rsrs, porque turista é assim. O ambiente do restaurante é muito agradável e a comida estava muito boa. Eles tem várias opções de menu, com 4, 3 ou 2 passos. 



Como restaurante, vale muito a pena conhecer, mas infelizmente tivemos um problema com a nossa conta, pois a garçonete cobrou um valor muito maior e quando percebemos já tínhamos colocado a senha no cartão, as máquinas argentinas são diferentes das nossas. Nelas o valor some quando a senha é solicitada e só aparece novamente quando é solicitada a assinatura e nova confirmação. Quando notamos o erro avisamos à garçonete, ao invés dela cancelar a operação, ela assinou e confirmou. Depois ela fez o cancelamento e nos deu um comprovante. Depois cobrou o valor correto, só que o cancelamento não foi computado. Só quando nossa fatura chegou é que vimos que estávamos sendo cobrados pelos dois valores. No fim deu tudo certo, mas o cancelamento foi feito pela administradora do cartão e não pelo restaurante. Não acho que foi de má fé, mas fica a dica para que vocês fiquem atentos.
Jantar: Azafran - Reservado 20h AR$2730

5º Dia (07/03) - quinta-feira

Nosso motorista passou um pouco mais cedo no hotel, pois nosso destino era o Vale do Uco que fica a 120Km da cidade de Mendoza.  A primeira parada do dia foi na Bodega Salentein. Como todos os nossos passeios, fiz a reserva por e-mail para fazer o tour Especial varietal, que consiste em uma visita guiada à Bodega em um grupo de até 20 pessoas. O valor é de USD 22 por pessoa e inclui degustação de 1 Reserva Salentein + 2 Númina e acesso à Galeria de Arte.  Houve um acidente na estrada, que nos atrasou muito, mas o pessoal do Zona Malbec que estava fazendo nosso transporte entrou em contato com a bodega. Como várias pessoas estavam na mesma situação, eles aguardaram nossa chegada para começar o tour. 


A vinícola é lindíssima e a cave é uma atração à parte. Ela já foi considerada uma das caves mais bonitas do mundo. Realmente seu formato de rosa dos ventos impressiona. E eles colocaram até um piano de calda no centro da cave, que deixa tudo ainda mais lindo. A guia também deu excelentes explicações, mas os vinhos degustados eram razoáveis. Acho que depois de visitar El Enemigo e Achaval Ferrer nossa boca ficou mal acostumada, rsrsrs. Aliás é fácil perceber quando os vinhos não são tão bons, na opinião geral, pois a maioria dos visitantes acaba dando um gole e jogando o resto fora nos dispensers colocados para isso. Nas degustações de vinhos melhores que fizemos, ninguém joga fora nem uma gotinha. Depois da vista ainda gastamos bastante tempo visitando a propriedade que é enorme e que conta com uma pousada, uma igreja, galería de arte e restaurante.

Mais informações enviadas pela Bodega: As horas a visita são: (de acordo com a disponibilidade do dia) Em espanhol: 10:00 h e 14:00 h Em inglês: 11:00 h e 15:00 h .
Além disso, tem uma excursão superior com Primus no valor de US $ 33 por pessoa, que inclui degustação de 1 Salentein Numina Reserva + 2 + 1 Primus (ícone de vinho da adega) e acesso a Galeria. A programação desta visita é às 12 e 15:30. Eles também oferecem uma degustação especial de 13 horas e 16 horas consistindo de uma degustação de autor chamado "Journey to Malbec", que são provados quatro linhas diferentes Malbec (Portillo, Killka, Salentein Reserva e Númina). A taxa de entrada é de USD 22 por adulto, com uma taxa diferenciada para os argentinos de AR $ 500 por pessoa.   Essas atividades duram 1 hora e 15 minutos.   O Espaço Cultural e Gastronômico Killka tem um bar de vinhos onde podem continuar degustando. Aberto das 10:00 às 17:00.  Para o almoço, você encontrará o Restaurante Killka aberto das 12:00 h às 16:00 h. Oferece as seguintes opções:   * Menu de almoço semanal $ 900 Menu Killka 4 passos emparelhados com vinhos da linha Killka. Preço: AR $ 1600 por pessoa * Menu Salentein 5 passos emparelhados com vinhos da linha Salentein Reserve e Númina. Preço: AR $ 1800 por pessoa Menu à la carte Variedade de entradas, principais e sobremesas, com opções vegetarianas e adequadas para celíacos.   O espaço Salentein está localizado a 120 quilômetros da cidade de Mendoza (1hs 40min aproximadamente).

E-mail: reservas.killka@mp-wines.com 
Telefone: 2622-429500



De lá seguimos para o nosso almoço na Bodega La Azul, que foi muito bem recomendada como a melhor comida de Mendoza. A bodega é bem pequena e a degustação dos vinhos é feita durante o almoço que consiste em 5 passos – 3 entradas, 1 prato principal e uma sobremesa. Foram servidos três vinhos – 1 branco e dois tintos, sendo que ao servir o último vinho, eles deixam a garrafa na mesa. A explicação dos vinhos é dada à mesa pelo garçom, não há visita ao local de produção. O ambiente e a comida são muito bons e os vinhos bons, mas não foram os melhores. A comida realmente é excelente, mas está longe de ser a melhor da viagem. La Azul parece mais um restaurante que uma bodega, mas é um lugar diferente dos outros visitados e eu recomendo muito o almoço, nós gostamos muito. Eles dão um desconto para pagamento em dinheiro e aceitam, Peso, Real, Dólar ou Euro. Nós pagamos com três moedas diferentes rsrsrs. Tudo para ganhar 10% de desconto.

Valor do transporte do dia US$ 170,00




Compras em Mendoza

O trecho mais badalado de compras e vida noturna de Mendoza fica na Avenida Arístides Villanueva, que vai da Belgrano à Paso de los Andes, Mas confesso que nem passei perto. A única compra que fizemos foi azeite e vinho. Houvi dizer que não vale a pena comprar o vinho na Bodega, é melhor deixar pra ir numa vinoteca, nos indicaram a Sol Y Vino. Mas eu achei que os preços da maioria dos produtos é igual. Na Achaval Ferrer por exemplo, na compra de três vinhos eles estavam dando um bom desconto, então lá saía mais barato que na vinoteca. 

Dicas

- Reserve tudo com bastante antecedência, vinícolas, restaurantes, motorista, principalmente se estiver indo em alta temporada.Tive que adaptar meu roteiro inicial algumas vezes para encaixar meus desejos à disponibilidade das vinícolas. E olha que fiz as reservas com mais de um mês de antecedência. As mais famosas, como Catena e Pulenta, não tinham mais disponibilidade quando fiz minhas reservas.
- Ao pagar o hotel, estrangeiros tem um desconto no imposto, mas o desconto só é dado para pagamentos em cartão de crédito.
- No avião de volta, cada pessoa pode levar até 6 vinhos na bagagem de mão e mais 6 na mala despachada. É preciso verificar com a companhia aérea caso você faça conexão em outro país. Nossa conexão foi no chile e vi várias pessoas entrando no avião com as caixas de vinho sem problema. Mas para maior segurança é bom verificar com a empresa.


Minha Avaliação

Melhor Vinho: Achaval Ferrer
Melhor Comida: 1884 – Francis Mallmann
Melhor Vista: O.Fournier
Cave Mais Bonita: Salentein
Melhor Azeite: Zuccardi

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